Uns lucram. Muitos não.

A administradora de Shopping Centers Iguatemi registrou lucro líquido de R$ 50,3 milhões no segundo trimestre de 2017, um aumento de 46,3% frente o mesmo período de 2016. Com destaque para o crescimento da rubrica “revenda de ponto“, cuja receita aumentou 64,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.


Traduzindo: os shoppings vão bem, mas os seus lojistas não.


Muitos entregaram suas lojas, cujos custos de ocupação estavam elevados, e oportunizaram a venda para novos interessados. Ficam as seguintes dúvidas:


Os novos lojistas estão pagando os mesmos aluguéis dos que saíram ?


Conseguirão os shoppings conquistar novos lojistas em quantidade suficiente para repor as vagas abertas?


Qual o impacto nos resultados caso seja necessário reduzir o valor de uma grande quantidade de novos locativos ?


O mercado observa uma escassez de lojistas dispostos a pagar qualquer preço para entrar num shopping, seja ele qual for. Historicamente, quem reocupa uma loja vaga paga menos do que o anterior, e agora ainda menos, porque estamos numa época em que há uma revisão para baixo dos preços de alugueis.

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