Aumento da gasolina freia consumo


Perguntada se o aumento nos preços de combustíveis repercutiu nas vendas, a maioria dos lojistas consultados afirmou que sim. Os consumidores acusaram o golpe do aumento de imposto com o óbvio pessimismo que retranca o consumo. No dia seguinte ao aumento da sexta-feira, 21 de julho, os lojistas de shopping verificaram pelo menos 10 % de queda na frequência de público e no consumo; comparados aos sábados anteriores.

Aumentos de impostos como estes geram reações naturais de pessimismo na cadeia de consumo, além de inflação em função do aumento de preços puxados pelo aumento nas despesas de transporte. Esta maneira de aumentar a arrecadação causa efeito contrário ao necessário para a retomada da economia em crise, pois retira do mercado o dinheiro que seria usado no consumo de bens e serviços.

O consumo de bens e serviços deflagra efeitos positivos ao gerar vendas, renda e impostos. Não existe chance alguma de que aumentos como estes não cheguem aos preços finais dos bens, deprimindo ainda mais o consumo e novamente reduzindo arrecadação. Até onde se sabe, ninguém conseguiu contrariar a velha lei econômica da elasticidade da demanda, que ensina que aumento de preço reduz consumo. O aumento da arrecadação de impostos precisa vir do natural aumento da atividade econômica.

Não conhecemos nenhum empresário que tenha aumentado preços dos seus produtos para resolver seus problemas imediatos de caixa.

* No início da tarde desta terça-feira (25), o juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão imediata do decreto publicado na semana passada pelo Governo. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer da decisão assim que for notificada.

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